Arco senil: tudo sobre essa condição

O arco senil (halo corneano ou gerontoxo) é uma condição na qual forma-se um anel opaco esbranquiçado na parte periférica da córnea do olho.
imagem ampliada de olho aberto com íris azul

Também chamado de halo corneano ou gerontoxo, ele atinge pessoas acima dos 60 anos e mais jovens também

O arco senil (halo corneano ou gerontoxo) é uma condição na qual forma-se um anel opaco esbranquiçado na parte periférica da córnea do olho. Ele atinge cerca de 60% dos maiores de 60 anos, mas não afeta a capacidade de enxergar ou a saúde do indivíduo.

Entretanto, existe também o arco senil em jovens, chamado de arco juvenil ou arco corneano. Apesar de suas semelhanças ao arco senil, ele pode estar relacionado à hereditariedade ou ao aumento de colesterol no sangue.

O que causa o arco senil?

A condição pode afetar até recém-nascidos, mas é considerada uma alteração mais comum em quem está na terceira idade. Trata-se do resultado do depósito de células de gordura na parte de fora da junção esclerocorneal. 

Apesar de não comprometer a visão, e por vezes não causar nenhum tipo de desconforto, é um indicativo do processo de envelhecimento natural.

Em menores de 40 anos, pode ser um sinal de alta da taxa de colesterol ruim (LDL) no sangue, de doenças hereditárias e de síndromes metabólicas. Nesses casos, é preciso uma análise sistêmica para verificar se o organismo está saudável.

imagem ampliada do olho aberto de íris cor azul de uma pessoa

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Existe tratamento para o arco senil?

A tendência em pessoas mais velhas é que o arco senil aumente de tamanho com o passar do tempo, mas a doença não indica necessariamente algum dano oftalmológico.

Mesmo assim, seu diagnóstico deve ser sempre realizado por um médico oftalmologista. O profissional irá verificar se existe algum tipo de obstrução dos vasos sanguíneos por conta desse acúmulo de lipídios (gordura) ao redor da córnea.

A alteração pode significar, por exemplo, que há aumento do colesterol no sangue. Em situações como essa, o médico irá indicar ao paciente que faça exames complementares e procure um especialista para diagnosticar outras alterações no organismo.

Essas alterações geralmente podem ser amenizadas controlando a alta de colesterol sanguíneo com medicamentos, e também mudando o estilo de vida e a alimentação.

Durante a consulta, o oftalmologista vai inspecionar a existência de um depósito de gordura, seja de forma visual ou com a ajuda de um biomicroscópio. Também é verificado se ocorre a aterosclerose, isto é, obstrução das artérias por gordura.

Por outro lado, uma vez que o halo corneano seja causado por outras questões e não tenha relação com o colesterol no sangue, não há a necessidade de nenhum tipo de tratamento. O indivíduo consegue viver normalmente com essa condição.

Há tratamentos com fins estéticos para o seu desaparecimento. No entanto, eles não são recomendados pela comunidade médica, uma vez que não têm eficiência comprovada, bem como há poucas informações sobre seus efeitos colaterais.

Por não ter cura e, em diversos cenários, não representar nenhum risco à saúde, a condição muitas vezes não é tratada. 

Porém, sempre é recomendável passar por uma adequada avaliação oftalmológica para confirmar o halo senil e verificar se não se trata de uma degeneração corneana ou algum outro sintoma.

Não se esqueça de que qualquer tipo de automedicação – tal como colírios – pode representar graves riscos à visão dependendo da situação. 

Por isso, independentemente da sua idade, faça uma consulta com um oftalmologista assim que os primeiros sinais de arco senil aparecerem. Apenas um especialista será capaz de realizar um diagnóstico com precisão e segurança.

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Ricardo Filippo

Ricardo Filippo

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área, clique aqui.
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