Tumor de pálpebra: sintomas, tratamentos e mais!

cancer de pálpebra

Você sabia que as pálpebras também podem ter tumores? É, inclusive, um dos lugares mais comuns para ocorrência de tumor na região do olho. Por ter relação com a visão e com a estética, merece cuidado e uma consulta ao oftalmologista para avaliar.

O tumor consiste em uma proliferação celular fora do comum, que pode acontecer em qualquer lugar do nosso corpo. Pode ser benigno — quando não representa risco à vida — ou maligno — quando causa sintomas maléficos à saúde ou à qualidade de vida, transformando-se em um câncer.

Em geral, percebe-se a presença do tumor de pálpebra ao se olhar no espelho ou no toque. Continue a leitura deste texto e tire todas as suas dúvidas sobre o tumor de pálpebra, seus sintomas e tratamentos.

 

O que é tumor de pálpebra?

O tumor de pálpebra acontece quando existe um crescimento anormal das células na região em volta dos olhos, sendo que a pálpebra corresponde tanto ao tecido superior quanto inferior do olho.

É importante entender que tumor é diferente de câncer. Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), nem todo tumor é um câncer. Como dito anteriormente, o tumor é um crescimento do número de células e só será considerado câncer quando for maligno. Nesse caso, o crescimento das células acontece de forma mais rápida, desorganizada, atinge outros tecidos, formando as metástases.

O tumor de pálpebra, portanto, é apenas essa anomalia celular, e um médico oftalmologista dirá qual o tipo e o tratamento adequado. Em alguns casos, pode ser identificado por um dermatologista ou cirurgião plástico. Em geral, o crescimento é lento, mas facilmente e precocemente detectado pela própria pessoa ou por familiares que percebem algo diferente no rosto.

 

Quais são os tipos de tumores?

 

Tumores benignos de pálpebra

Esses são os tipos de tumores menos graves e que se caracterizam por um crescimento lento, geralmente sem ulcerações e sangramentos. Entre os mais comuns estão o papiloma e a queratose seborreica.

O papiloma é um tumor que parece uma verruga, com coloração parecida com a da pele ao redor. Pode acometer pessoas de todas as idades, mas é mais frequente em pacientes com mais de 30 anos.

A queratose seborreica também é parecida com uma verruga, mas é mais comum em idosos. Esse tumor tem a cor marrom ou preta e aspecto descamativo. Cisto, molusco contagioso e xantelasma são outros tipos de tumores benignos, mas menos comuns.

 

Tumores malignos (câncer)

Existem diversos tipos mais graves de tumores de pálpebra, mas todos precisam de um acompanhamento cuidadoso para que não comprometam as estruturas do olho. Veja os principais.

 

Queratoacantoma ou ceratoacantoma

É uma lesão maligna de pele pouco agressiva, que se caracteriza por ser elevada e com ulceração central. Mesmo sendo de baixo grau, o problema é que ela cresce muito rápido, podendo atingir de 1 a 2 cm em semanas.

 

Carcinoma basocelular

Este é o mais comum de atingir a pálpebra e é um tipo de câncer de pele. Então, a exposição ao sol pode ser um causador desse câncer. Geralmente aparece na pálpebra inferior, como uma lesão elevada com centro ulcerado, podendo causar perda de cílios. Esse câncer não costuma evoluir para metástase.

 

Carcinoma sebáceo

Um câncer raro, muito grave e que tem origem nas glândulas gordurosas da pálpebra. É necessário fazer um teste específico para descartar ou confirmar esse diagnóstico. Exposição à radiação pode estar associada ao aparecimento desse câncer.

 

Melanoma e carcinoma espinocelular

Esses cânceres podem invadir as estruturas ao redor dos olhos e gerarem metástases, colocando a vida do paciente em risco. O melanoma tem cor escura (pigmentado), e o carcinoma, a cor da pele normal.

 

Quais são os sintomas do tumor de pálpebra?

O principal sintoma de tumor de pálpebra é o aparecimento de um caroço, uma verruga ou uma elevação na região. Ao perceber qualquer mudança, seja visível ou internamente (sentido apenas ao toque), procure um médico oftalmologista.

Fique atento também se tiver perda de cílios, distorção da margem palpebral, mudança na cor e textura da pele, sangramento, inchaço, feridas que não cicatrizam, terçol que não melhora, inflamação da pálpebra e caroço.

Muitas pessoas já apresentaram inflamação, terçol ou inchaço em outros momentos da vida e acabaram pensando que se trata do mesmo problema. No entanto, se esse for o seu caso, o ideal é ir ao médico para verificar se não há nada mais que esteja causando a recorrência desses sintomas. Pode ser uma infecção mais grave ou a presença de um pequeno tumor em algum lugar que não foi examinado antes.

Na consulta, o médico irá avaliar o problema, pedirá exames adicionais e lhe encaminhará para o tratamento adequado, conforme sua idade e suas condições médicas.

 

Como fazer o tratamento?

O tratamento do tumor de pálpebra dependerá do tipo e nem sempre o diagnóstico é possível apenas com exames clínicos. Em muitos casos, para identificar a gravidade, será necessário fazer uma biópsia, retirando todo ou parte do tumor para exame.

Essa cirurgia de remoção do tumor é feita pelo médico que fará também a reconstrução da pálpebra, por meio da cirurgia plástica ocular. Em alguns casos, será necessário retirar o tecido circundante.

Caso a biópsia confirme o câncer, então, pode ser necessário um tratamento adicional, principalmente se o tumor não puder ser retirado completamente. Uma equipe formada por oftalmologista e oncologista fará a prescrição da terapia de radiação ou quimioterapia.

Assim como todo tumor ou toda anomalia identificados no nosso corpo, o tumor de pálpebra merece atenção e precisa do acompanhamento de um profissional para o diagnóstico completo.

Situações mais complicadas são mais comuns em pessoas imunodeprimidas ou quando o diagnóstico é tardio. Por esse motivo, consultas anuais ao oftalmologista são fundamentais para verificar se está tudo bem com a saúde do seu olho e da sua pálpebra.

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Quer aprender ainda mais? Confira esse vídeo exclusivo da Dra Melina Morales do Centro de Oncologia Ocular:

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Dr. Andre Cezar

Graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora – SUPREMA. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre minha experiência na área, clique aqui.

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