O que é milium e como tratá-lo?

tudo sobre o millium

Qualquer mudança no aspecto natural da pele ― seja na forma de manchas, cistos, verrugas ou acnes ―, principalmente no rosto, costuma incomodar e preocupar a maioria das pessoas.

Além de afetar esteticamente, essas lesões podem significar um problema de saúde mais grave. Quando aparecem na região dos olhos, a preocupação é maior, devido ao receio de prejuízos para a visão.

Esse é o caso do milium, bolinha esbranquiçada e volumosa que tende a se manifestar exatamente na pele que circunda os olhos. No artigo de hoje, vamos trazer algumas informações sobre esses carocinhos que tanto incomodam. Então venha descobrir o que significa essa condição e aprenda como tratá-lo!

 

O que é milium?

Milium são pequenos cistos de cores brancas ou amareladas que podem se formar na pele. Elas geralmente têm um tamanho de 1 a 2 milímetros de diâmetro e são compostas por queratina, uma proteína encontrada na camada superficial da pele.

Os miliuns são frequentemente encontradas no rosto, especialmente ao redor dos olhos, bochechas e nariz, mas também podem ocorrer em outras áreas do corpo.

Geralmente, aparece em conjunto com vários outros ao seu redor. Assim, apesar de poder ser único, é muito frequente a formação de lesões múltiplas, próximas umas das outras e agrupadas em uma determinada região.

Geralmente não apresenta sintomas associados: não coça, não arde, não dói e nem provoca qualquer tipo de incômodo além do estético.

 

O que causa o milium?

Atualmente, as causas para o aparecimento não são 100% conhecidas. Entretanto, acredita-se que essas lesões se manifestam espontaneamente como consequência de uma multiplicação de células epidérmicas dentro da derme (camada abaixo da epiderme).

Essa proliferação de células pode decorrer de uma tendência genética ou ser provocada pelo processo de cicatrização. Por esse motivo, é comum observá-lo em cicatrizes, após procedimentos estéticos que causam a abrasão da pele ou em outras circunstâncias que requerem a cicatrização do tecido epidérmico.

 

Qual tipo de pele é mais propenso ao milium?

Não existe um tipo específico de pele ― seca, oleosa ou mista ― que tenha uma tendência maior para a manifestação do milium. Apesar de ser mais comum entre recém-nascidos, esse tipo de lesão também pode surgir em pessoas de qualquer idade e sexo.

 

 

Quais são os seus riscos?

Nenhuma. É uma lesão completamente benigna, ou seja, não provoca qualquer tipo de risco para a saúde. Entretanto, causa um incômodo estético muito grande, pois é volumoso e difícil de ser escondido.

 

Como é o seu tratamento?

Por ser uma lesão benigna, o milium não precisa ser tratado. Em alguns casos, ele cresce consideravelmente, ficando bastante visível no rosto. Por isso, a maior parte das pessoas prefere retirá-lo, mas o tratamento é opcional e puramente estético.

Existem diferentes opções para a remoção dos cistos, como uso de cremes esfoliantes ou de ácidos, limpeza de pele, peeling ou remoção cirúrgica. Por outro lado, não existem cuidados que previnam o aparecimento do milium.

Veja abaixo um vídeo sobre a remoção e tratamento do millium através de limpeza de pele:

 

O seu tratamento pode ser realizado em casa?

O tratamento só pode ser realizado por um profissional habilitado. Sendo assim, o paciente nunca deve espremer ou retirá-lo por conta própria. Isso porque a lesão pode ser contaminada, causando uma infecção que, posteriormente, deixa uma cicatriz na pele da região.

Além disso, é indispensável que o diagnóstico seja realizado pelo dermatologista, pois ele tem um aspecto parecido com outros problemas de pele, como a acne ou o cravo branco.

Viu que apesar de causar um incômodo estético, o milium não tem qualquer tipo de risco para a saúde? Agora que você já sabe o que é milium, aprenda um pouco mais sobre os cinco fatores que influenciam o surgimento da catarata!

E não esqueça de visitar o seu oftalmologista de confiança regularmente!

Picture of Dr. Andre Cezar

Dr. Andre Cezar

Graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora – SUPREMA. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre minha experiência na área, clique aqui.

Comentários