Acuidade visual: entenda mais esse conceito e como interfere na sua visão!

teste sua visão

A acuidade visual é definida como a capacidade dos olhos em distinguir detalhes espaciais, ou seja, identificar a forma e o contorno de objetos ou imagens. 

Esse conceito está relacionado aos fatores como a nitidez da imagem que chega até a retina, a qualidade das células desse tecido e, também, a eficiência do cérebro em interpretar as imagens capturadas.

Quando necessário, para manter a saúde dos olhos, seu oftalmologista por solicitar para que você faça o teste de acuidade visual — exame oftalmológico também conhecido como teste de Snellen  — se achar que possui algum problema de visão ou se perceber que tem algo diferente nela. 

Também é comum que crianças façam o teste com o objetivo de detectar possíveis problemas de visão e evitar que eles se tornem graves. 

Outra situação onde o teste é solicitado é no processo para solicitar ou renovar a habilitação de motorista. Isso porque é importante saber se o motorista tem uma boa visão, se precisa dirigir utilizando óculos ou lente ou até mesmo se não pode dirigir. 

Quer descobrir mais sobre esse conceito e o teste aplicado para definir a acuidade visual de uma pessoa? Nesse post, nós, da COI, separamos as informações mais importantes sobre o assunto.

Confira!

 

Qual exame é utilizado para medir a acuidade visual?

O teste de acuidade visual foi criado pelo médico oftalmologista alemão Heinrich Kuechler, no século XIX. O procedimento trata-se de posicionar o paciente a uma distância de 6 metros, ou 20 pés, do quadro de Snellen, do qual ele deve fazer uma leitura.

Esse quadro apresenta uma sequência de letras, as quais são maiores no topo e diminuem de forma proporcional a cada linha. Após a leitura, feita com cada olho separadamente, a última linha na qual o paciente consegue distinguir corretamente a forma das letras define a sua acuidade visual.

Para pessoas que têm dificuldades em diferenciar as letras ou são analfabetas, o teste pode ser realizado com números ou ainda com uma tabela de optotipos, esse caso é recomendado também para o público infantil. Essa tabela utiliza somente a letra E em diversas posições e o paciente pode indicar com as mãos para onde as barras da letra estão apontando.

É importante realizar o teste para verificar o quanto o paciente consegue enxergar e analisar se existem sinais de determinadas doenças oculares, como: astigmatismo, miopia e hipermetropia. 

Por mais que muitas pessoas já tenham realizado o teste, a maioria não compreende o que é acuidade visual e muito menos como interpretar os resultados do exame.

Como o resultado é expressado?

A acuidade visual é representada por uma fração, em que o numerador (a parte de cima) é a distância que a pessoa está do quadro, e o denominador (a parte de baixo) é o numeral que representa a última linha que o paciente conseguiu ler.

Quando falamos em fração, queremos dizer que o paciente pode, por exemplo, ter uma visão 20/20.

O que é uma visão 20/20?

A visão 20/20 é considerada como a visão normal. Essa fração significa que, a uma distância de 20 pés, o paciente consegue enxergar a linha 20 ou até menores.

No entanto, isso não significa que uma visão 20/20 é perfeita. Isso porque o teste não avalia a definição das cores, nem a percepção de profundidade e a visão periférica do paciente, o que também precisa ser considerado para concluir um diagnóstico.

 

Minha acuidade visual não é normal, o que isso significa?

Se você não obteve um resultado 20/20 no teste de acuidade visual, ou seja, tem uma visão 20/40, 20/50 ou ainda menor, isso significa que você leu apenas as linhas maiores durante o exame e que não está conseguindo enxergar normalmente.

A baixa acuidade visual pode ser resultado de doenças oculares, como as ametropias, que incluem a hipermetropia, a miopia e o astigmatismo. Essas costumam ser as causas mais comuns da baixa visão, o que é solucionado com o uso de óculos de grau, lentes de contato ou cirurgias.

Entre outras patologias que podem desencadear essa condição estão a catarata, problemas na retina, como a degeneração da mácula, e doenças que atingem o nervo óptico, como o glaucoma.

Quando esses problemas oftalmológicos são tratados antes de evoluir, isso evita que eles provoquem complicações e piorem ainda mais a capacidade visual do paciente.

Inclusive, a acuidade visual de 20/400 é considerada como cegueira. Caso o outro olho tenha visão normal, o paciente pode ser considerado com a condição de visão monocular, que é quando apenas um olho é afetado com a cegueira.

Em casos como estes, os médicos podem utilizar determinado CID para baixa acuidade visual. Eles têm como início “CID 10 – H54” e alguns deles são:

  • CID 10 – H54 para casos de cegueira e visão subnormal;
  • CID 10 – H54.0 para casos de cegueira em ambos os olhos;
  • CID 10 – H54.1 para casos de cegueira em um olho e visão subnormal no outro. 

Procure um médico para realizar o teste de acuidade visual

Agora que você compreendeu melhor o que é acuidade visual, é importante que tenha em mente que o teste pode ser realizado o mais cedo possível, o que possibilita que uma detecção precoce dessas alterações na visão seja realizada.

Quanto antes o potencial de acuidade visual for identificado, possíveis doenças podem ser identificadas de forma precoce e o paciente receber o tratamento necessário. 

Por isso, não deixe de visitar o seu oftalmologista regularmente para fazer o teste de acuidade visual. Assim, você garantirá que a sua saúde ocular estará em dia e previne que problemas ou doenças possam interferir ainda mais na sua visão.

Lembre-se de que muitas doenças podem ser diagnosticadas de forma precoce para que recebam o tratamento adequado. 

Aqui na COI contamos com profissionais capacitados prontos para te atender e manter a saúde dos seus olhos. 

Se tiver problemas de visão, conte conosco para fazer exames, diagnósticos e ter acesso aos tratamentos que atendem à sua necessidade. 

Agende a sua consulta com um de nossos oftalmologistas de Campo Grande RJ

 

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Ricardo Filippo

Ricardo Filippo

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área, clique aqui.

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