Pinguécula: o que é, causas, sintomas e tratamento

Olho azul olhando para o lado esquerdo.

Pinguécula é uma pequena lesão amarelada que surge na parte branca do olho. Embora geralmente ela cause apenas um pequeno desconforto, também pode gerar inchaço, vermelhidão e outros sintomas. Saiba mais!

Nossos olhos podem sofrer com diferentes tipos de problemas, e um deles é a pinguécula, uma lesão com tom amarelado que surge na área branca do olho. 

Embora muitas pessoas não conheçam o nome dessa condição ocular, ela é muito comum. Inclusive, os seus sintomas são parecidos com outros problemas nos olhos, como o pterígio ou até mesmo a conjuntivite

Vale destacar que, em 2022, com o fim das restrições da pandemia de Covid-19, os casos de conjuntivite tiveram aumento. Por esse motivo, é muito importante compreender o que é cada doença ou problema ocular e procurar um médico assim que possível para ter um diagnóstico preciso. 

Dito isso, neste artigo, falaremos um pouco mais sobre o que é pinguécula, quais são suas causas e sintomas e qual tratamento o oftalmologista pode recomendar aos pacientes. Continue a leitura e confira! 

O que é pinguécula?

Também conhecida como pinguécula ocular, esse é um problema na visão que nada mais é do que um crescimento não canceroso que se surge na conjuntiva ou tecido branco perto da córnea. 

Trata-se de uma mancha ou protuberância em tom amarelado e que geralmente se forma no lado interno do olho, próximo do nariz. Esse problema ocorre devido a alterações no tecido conjuntivo. 

Pinguécula é perigoso? 

Ao observar um crescimento amarelado no olho é normal que as pessoas se assustem e pensem que pode ser algo grave. Entretanto, a pinguécula não é um problema ocular perigoso. 

Geralmente o paciente não sente dor, apenas um pouco de desconforto devido aos sintomas do problema. Além disso, na maioria dos casos, o crescimento não precisa ser removido com procedimento cirúrgico. 

O que causa? 

O motivo pelo qual o problema se desenvolve não é totalmente conhecido. Porém, alguns estudos sugerem que ele está associado a irritações provocadas pela exposição frequente à luz solar, poeira e vento. 

Outra questão importante é que o problema costuma surgir conforme envelhecemos, a partir dos 70 anos. O inchaço ou crescimento pode ter uma combinação de proteína, cálcio ou gordura, ou a combinação dos três. 

Quais são os sintomas?

Os sintomas de pinguécula são muito parecidos com outros problemas que podem surgir nos olhos. O sintoma mais comum é o surgimento de uma pequena mancha amarelada ou inchaço na conjuntiva do olho. 

Porém, outros sintomas também pode surgir, como:

  • Vermelhidão, coceira ou inchaço nos olhos;
  • Olhos secos;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Olhos lacrimejantes.

Essa condição pode surgir em um ou ambos os olhos e também é possível que surja mais de uma no mesmo olho.

Qual a diferença entre pinguécula e pterígio?

Pinguécula e pterígio não são a mesma coisa, embora sejam parecidos. Os dois crescem na conjuntiva do olho e podem surgir devido à exposição ao sol, poeira ou vento. Entenda melhor as características de cada um deles: 

Pinguécula

É um crescimento elevado em tom amarelo e, às vezes, branco. Ele fica na conjuntiva e não se sobrepõe à córnea. Geralmente não precisa ser removida.  

Pterígio

É um crescimento carnoso que contém vasos sanguíneos. Ele pode permanecer pequeno ou pode crescer e se espalhar para a córnea. Se isso acontecer, a visão do paciente pode ser afetada. Portanto, o pterígio é considerado mais grave do que a pinguécula. 

Como evitar a pinguécula

Passar uma quantidade significativa de seu tempo ao ar livre, seja para trabalho ou para hobbies, pode aumentar o risco de desenvolver uma pinguécula. 

Para minimizar o risco, especialistas recomendam o uso de óculos de sol que forneçam proteção ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB). Os óculos de sol também oferecem proteção contra outros elementos, como vento e areia, sujeira e outras partículas que podem entrar em contato com os olhos e causar danos. 

Se você trabalha em um ambiente excessivamente seco ou empoeirado, usar óculos de proteção pode ajudar. O uso regular de colírios lubrificantes também pode contribuir para manter os olhos umedecidos e reduzir a irritação também.

Leia também: Como saber se óculos de sol tem proteção UV

As telas de computador podem causar o problema? 

Não há evidências que sugiram que olhar para a tela do computador por longos períodos causa a ocorrência do problema. No entanto, pode criar um risco de desenvolvimento de fadiga ocular digital, o que levará a sintomas desconfortáveis ​​semelhantes, como:

  • Dor nos olhos;
  • Visão embaçada;
  • Olhos irritados e secos;
  • Problemas de concentração;
  • Fadiga;
  • Dores de cabeça;
  • Rigidez muscular no pescoço e ombros.

Como fazer o diagnóstico? 

Ao notar qualquer alteração na visão ou nos olhos é fundamental procurar um oftalmologista para receber um diagnóstico. 

O médico pode diagnosticar a pinguécula por meio de exames oftalmológicos normais. Um deles é feito com uma lâmpada de fenda para examinar de perto o crescimento no olho. 

Uma lâmpada de fenda é um tipo de microscópio que focaliza uma linha estreita (uma “fenda”) de luz brilhante em seu olho. Assim, o médico pode olhar para a frente e para dentro do olho do paciente. 

Leia também: O que é Fotofobia: por que alguns não conseguem olhar para a luz?

Como tratar a pinguécula?

Antes de falarmos sobre como funciona o tratamento para esse problema, é importante esclarecer se a pinguécula sai sozinha, e a resposta é não. 

Também é importante deixar claro que ela não crescerá na sua córnea. Portanto, não existe necessidade de se preocupar com o aumento do caroço. 

Mas, então, como eliminar a pinguécula? 

O tratamento para o problema envolve utilizar colírios para casos menores ou fazer a remoção por meio de cirurgia para condições mais graves que podem prejudicar a visão. 

Tratamento não cirúrgico

Quando não existe a necessidade de fazer uma cirurgia para remoção da pinguécula, geralmente é indicado apenas que o paciente faça o uso de colírios e pomadas oftalmológicas. 

Vale destacar que esse problema ocular tem controle, basta receber o diagnóstico e tratamento adequado para o mesmo. 

Cirurgia de pinguécula

Você e o seu médico podem conversar sobre a realização da cirurgia de pinguécula, caso ela seja recomendada para o seu caso. Geralmente, o procedimento cirúrgico é indicado quando: 

  • O crescimento se torna desconfortável ou permanece inflado;
  • Ele cresce muito perto de sua córnea e afeta a visão;
  • O uso de lentes de contato se torna desconfortável;
  • O paciente não gosta da aparência que o crescimento gera no olho (motivo estético).  

É importante deixar claro que o problema pode voltar a surgir mesmo depois que a cirurgia for feita. 

Quando procurar um médico especialista? 

Como já citamos brevemente, assim que observar qualquer alteração na visão ou no olho é importante procurar um oftalmologista. Mesmo que não seja um caso de pinguécula, o médico conseguirá identificar o que está acontecendo com seus olhos. 

Se mesmo com o tratamento adequado você ainda observar que o crescimento está gerando desconforto ocular, é essencial procurar novamente o seu médico. 

Além disso, mesmo que não sinta nenhum sintoma, visitar um oftalmologista pelo menos uma vez por ano é essencial para manter a saúde ocular em dia. 

Últimas considerações

Pode ser reconfortante saber que a pinguécula é um crescimento inofensivo no olho. Geralmente, ele não prejudica a visão e precisa de um simples tratamento. 

Caso gere desconforto contínuo, converse com seu médico sobre a possibilidade de uma cirurgia.

Agora que você já sabe o que é pinguécula, que tal agendar sua consulta com um especialista para fazer um check-up oftalmológico

Na COI Oftalmologia, você pode contar com a ajuda de oftalmologistas confiáveis, capacitados para atender as mais diversas necessidades dos pacientes. Acesse nosso site e agende a sua consulta! 

Dr. Ricardo Filippo

Dr. Ricardo Filippo

CRM: 5281096-7 | RQE: 17512. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Veja informações sobre sua experiência na área.
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