Celulares, tablets e computadores prejudicam a visão das crianças?

celulares, tablets e computadores prejudicam a visão

Ainda não há estudos conclusivos sobre os efeitos nocivos dos aparelhos eletrônicos na visão das crianças.

O que se sabe é que o uso contínuo, associado à má postura, e o manuseio repetitivo dos dedos na tela são fatores que podem contribuir para o aparecimento de problemas.

Porém, não se deve privar totalmente as crianças dos celulares, tablets e computadores, uma vez que eles são importantes para o desenvolvimento do raciocínio lógico e intelectual e a descoberta de novos conhecimentos.

O limite entre a diversão proporcionada pela tecnologia e os malefícios para a visão são muito estreitos.

Por isso, abordaremos, no post de hoje, os potenciais riscos dos aparelhos eletrônicos para a visão infantil e como lidar com essas situações. Acompanhe conosco!

Fadiga visual

O termo é genérico e pode se manifestar por meio de diversos sintomas. As crianças costumam ficar com os olhos vermelhos e lacrimejando ou coçam as vistas com muita frequência enquanto utilizam os celulares, tablets e computadores.

Essa situação acontece porque a tela fica muito próxima dos olhos e, devido a isso, existe uma acomodação visual própria do organismo. Os olhos focalizam os objetos conforme a sua proximidade ou distância.

Todavia, quando o tempo de exposição se excede muito, o sistema visual não suporta ficar frequentemente adaptando a visão.

Esse desconforto desaparece algum tempo após a cessação do estímulo visual, composto por luzes intermitentes e intensas que atingem os olhos das crianças. O ideal é utilizar protetores de tela que minimizam esse problema.

Disfunções visuais

Para as crianças que são mais propensas a desenvolver problemas de visão, ou seja, aquelas com histórico familiar de doenças oculares, é preciso tomar mais cuidado. Afinal, o estímulo visual intenso pode favorecer ou intensificar as disfunções já existentes.

Crianças com astigmatismo tendem a apresentar um cansaço visual mais rapidamente do que as demais. Isso acontece porque elas precisam “forçar” os olhos para conseguir distinguir os objetos na tela.

Para os demais problemas de visão, tais como hipermetropia e miopia, é aconselhável manter uma distância mínima do aparelho eletrônico portátil, o qual, de preferência, deve estar apoiado em um suporte adequado.

Limite de exposição

Sabendo do grande interesse das crianças por celulares, tablets e computadores e dos benefícios neurológicos já consolidados, agora, é o momento de estabelecer um limite diário de exposição.

As principais entidades de estudos em pediatria ainda divergem quanto ao tempo de exposição, que pode variar conforme a idade da criança e o tipo de programa assistido nos aparelhos eletrônicos.

O ideal é estabelecer um limite máximo diário, que pode ser determinado e acordado com os pequenos e sugerido pelo seu oftalmologista.

A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso de aparelhos eletrônicos para crianças menores de 2 anos, enquanto a Academia Americana orienta sempre a supervisão do adulto para cada situação.

Além disso, é preciso analisar, além do tipo de programa assistido pelas crianças, os sintomas agressivos apresentados pela falta da tecnologia e a dificuldade de socialização, fatores que são cruciais para a suspensão temporária desses recursos.

Com o passar dos anos, o tempo de uso pode ser aumentado, considerando-se os programas recomendados por idade, o tipo de esforço físico feito nos aparelhos móveis e o amadurecimento da criança.

Sabendo que os aparelhos eletrônicos podem prejudicar a visão das crianças, é fundamental os pais observarem o comportamento delas durante a utilização dessas tecnologias.

Além disso, é crucial acordar um limite para o uso dos aparelhos para poupar a visão, aumentar as atividades lúdicas ao ar livre e evitar possíveis problemas de vício em recursos tecnológicos.

E você, já notou algum sintoma nos olhos do seu filho quando ele utiliza demasiadamente algum dispositivo?

Agora que sabe da importância de monitorar os sintomas e como os aparelhos eletrônicos prejudicam a visão, compartilhe o nosso post nas redes sociais e ajude a orientar outras mães!

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E não esqueça de visitar o seu oftalmologista de confiança regularmente!

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Isabel Garcia

Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Durante sua vida acadêmica, participou de dezenas de congressos e simpósios, no Brasil e no exterior, e ministrou diversas aulas sobre Oftalmologia. Para mais informações sobre sua experiência na área, clique aqui.

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